Yasmim segurou o braço de Eduardo apontando para a cabana - "Tem alguém lá dentro." - ele debochando disse: "É só o vento, alguma sombra... sei lá." Eduardo mal acabou de fechar a boca, quando ouviram o ranger de uma fechadura. Ele apertou sua lança e deu um passo a frente de Yasmin, colocando-a para trás. - "Eu vou entrar. Deve ter alguém lá dentro." - ele deu uma piscadela. - "Eu te disse." - ela sussurrou.
Foram abaixados, quase engatinhando até a janela. Yasmin verificou com sua percepção: "Se havia alguém aí dentro, não está mais." Eduardo levantou a cabeça e, tentando manter-se escondido, olhou a casa, quando constatou que ninguém podia lhe ver, saltou para dentro dando sinal para Yasmin entrar. Verificaram com cautela o interior da velha cabana, Yasmin olhou melhor a parede e pode ver, com ajuda da luz da lua, estranhos sinais na parede. Os estranhos desenhos estavam por todas as paredes da casa, Eduardo se aproximou de um deles tocando-o com o dedo. - "Parecem feitos com sangue!" - Yasmin recuou e tropeçou em algo que fez abrir uma pequena porta no chão. Havia uma escada velha que sumia na escuridão. Eduardo olhou para Yasmin e desceu cuidadosamente, testando a cada passo a resistência dos degraus, Yasmim o seguiu.
O porão era sombrio, podiam sentir o cheiro de morte que pairava no ar. Eles temiam ascender alguma tocha, a pessoa poderia estar escondida ali. Aos sussurros, eles se comunicavam: "Amor, tem algo muito estranho aqui." - afirmou Yasmin. Neste momento, outro ranger, agora de algum móvel sendo arrastado. Eduardo puxou Yasmin para trás da escada e ali ficaram observando.
Saindo de uma passagem secreta na parede, uma mulher, agora andando ereta, sem se curvar. De onde ela havia saído, o cheiro de sangue era forte, e olhando bem, eles podiam ver o sinal do sangue escorrendo pela boca dela.
Eduardo sabia que ela era uma vampira, mas de repente, a mulher sumiu no ar, deixando apenas o cheiro de morte. "Ela é uma bruxa, Edu!" - assegurou Yasmin. "Vamos dar uma olhada no esconderijo dela." - disse Eduardo a puxando.
Ao entrar no local, os símbolos se repetiam, haviam velas e mesmo assim, o lugar era escuro, no chão um enorme pentagrama e no meio dele, pedaços de carne, humana. Yasmin afundou seu rosto no peito de Eduardo, não queria acreditar no que via. Era realmente uma bruxa.
“Eu sei o que está acontecendo aqui. – ela falou – Essa mulher está raptando e assassinando essas crianças. Ela está fazendo sacrificios para manter sua juventude.” – Eduardo franziu o cenho: “Como você sabe disso, Yas?” Ela continuou: “Minha avó contava que antes de Cristo, haviam pessoas que sacrificavam crianças ao deus Moloch, faziam isso para fertilidade ou coisa assim, mas foi um bruxo chamado Enoluth, alguns séculos depois, que descobriu que o mesmo sacrifício trazia o segredo da juventude. Esse ritual foi sendo passado de geração a geração, porém somente os magos que usavam a magia negra o realizavam. Quando a coisa foi agravando, um clã de magos brancos caçou e aniquilou aqueles que praticavam tal ritual e assim, pensava-se ter acabado com toda essa crueldade. Agora vejo que isso não teve fim.” – Yasmin chorou e Eduardo a abraçou.
“Vamos sair daqui, Edu. – ela disse enxugando as lágrimas - Essa bruxa acabou de oferecer o sacrifício. Além da juventude, ela garante uma força inumana, não poderemos fazer nada contra ela se resolver voltar. Temos que reunir os magos de HH.”
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A cabana no meio da floresta

“E então, o que você deseja?” – ele tirou uma mecha de cabelo solta no rosto dela. Yasmin se espreguiçou, o envolveu pelo pescoço e lhe deu um beijo. "Hummm... na verdade eu já consegui o que queria." - ela sorriu e ele a abraçou. "Então façamos o seguinte, vamos voltar para casa, tomar um banho, café e depois veremos as novidades, o que acha?" - ele perguntou beijando sua testa. "Tudo bem. Já que você mencionou, me deu até uma fominha. - ela sorriu - Mas ainda preferiria ficar aqui com você." - eles se beijaram e começaram tudo de novo.
Ao chegarem em casa, encontraram os magos todos reunidos no grande salão, já havia passado o horario do café. Diana estava liderando uma reunião e parecia muito preocupada: “Meu povo, estamos enfrentando tempos difíceis, mas tarde falaremos sobre isso, porém algo mais urgente está acontecendo. Todos sabem que em Causville esta havendo algo estranho, um surto de crianças desaparecidas, certo? Porém, nos últimos dias a coisa está piorando e os pais, assustados, estão culpando a nós. Não podemos ficar alheios a este acontecimento, precisamos nos envolver na busca e tentarmos desvendar esse mistério. Por favor, meu povo, não fiquemos de braços cruzados, isso poderá vir contra nós.”
O discurso continuou por mais algum tempo e houve muitas opiniões. Eduardo estava muito desconfiado, suspeitava da ação de vampiros, mas por que eles estariam levando só as crianças? - ele pensou. Enquanto Yasmin, com seu sentido mais aguçado, achou melhor fazer algumas pesquisas.
"Edu, - disse Yasmin - o que acha de irmos até esta cidade e verificarmos o que esta acontecendo?" É claro que Eduardo concordou na hora. Tomaram o café da manhã, se arrumaram, selaram dois cavalos, pois pretendiam chegar ao vilarejo antes do almoço.
Causville ficava há 30 milhas de distancia, conseguiram chegar no horário pretendido. As pessoas os olhavam desconfiados, muito mais por Eduardo que havia insistido em levar sua lança, certamente por isso ele tinha a sensação de estar sendo vigiado. Ao passarem por entre os moradores, um lugar comum, parecia muito com HH, as pessoas estavam taciturnas, cabisbaixas, o rosto sombrio. Os homens encaravam Eduardo e as mulheres cochichavam ao vê-los passarem, não havia crianças brincando nas ruas, nem animais. Era uma cidade lúgubre.
“Vamos procurar um lugar para descansarmos um pouco e podermos almoçar. Meu estômago já está reclamando.” – Eduardo falou apertando a barriga. Entraram numa pequena taberna, Yasmin achou o lugar perfeito para começar sua investigação. Foram até uma mesa e sentaram, aguardando para serem atendidos. Dois homens no balcão pararam de tomar suas cervejas e ficaram observando os estranhos. “Não sei por que, mas acho que não somos bem vindos.” – observou Eduardo, porém Yasmin mantinha-se calma e deu um leve sorriso ao taberneiro que logo veio até eles. “O que querem aqui? Vão comer alguma coisa?” – ele perguntou secamente. “Sim, meu senhor, poderia nos trazer duas cervejas, pães e sua melhor carne salgada?” – Eduardo foi logo pedindo. O homem fechou a cara e virou-se rapidamente para atender ao pedido.
Quando o taberneiro trouxe o pedido, Yasmin perguntou: “Gentil senhor, poderia me dizer, se além de nós, a cidade teve outros viajantes, pessoas diferentes?” O homem gostou da voz dela, pois abriu um sorriso naquele rosto fechado e respondeu, agora sem o tom seco na voz: “Ah sim, temos observado alguns viajantes sim, eles não entram na cidade, passam longe, devem ter ouvindo os rumores do desaparecimento de certo. A senhorita já ouviu falar não é, de nossas crianças desaparecidas? – ela concordou com a cabeça e ele continuou – Então, coisa triste isso, os pais estão trancando as crianças em casa, mas estamos achando que é tudo culpa daquela vila cheia de bruxos, Haunted Hill. A propósito de onde vocês são?” – Eduardo engoliu o pão a seco e foi logo respondendo: “Somos do norte, meu senhor. Estamos procurando um lugar onde possamos fixar residência.” – o homem olhou para Yasmin e ela sorriu concordando. “Mas não se preocupe, senhorita, vamos pegar esses malditos, ah se vamos!” – o taberneiro deu um murro na mesa próxima.
Após o almoço, resolveram fazer algumas perguntas que não os levaram a nada, e continuaram suas buscas, saíram pela redondeza para conhecimento de campo. Depois de uma longa caminhada, pois deixaram os cavalos na estalagem, encontraram escondida entre a mata, num espaço entre os dois vilarejos, uma outra cabana abandonada.
Eduardo estava preocupado com a hora: "Yas, vamos voltar, amanhã continuamos com a investigação." Quando eles já estavam retornando, perceberam um vulto, alguém estava tentando se esconder, passar despercebido, todo encurvado... o vulto entrou na cabana.
domingo, 9 de maio de 2010
Inevitável

Estavam seguindo rumo a casa, quando Eduardo parou e olhou suas mãos juntas, com os dedos entrelaçados. “Eu pensava que o amor só podia me prejudicar. – disse olhando fixo para Yasmin - Estava decidido que não iria amar mais ninguém, que assim seria mais fácil. Não quero perder ninguém que me seja querido, mas estou aqui, conhecendo grandes pessoas que me fizeram criar laços e agora, você me enfeitiça, rouba meu coração, me faz te amar e eu não quero resistir mais”. Ela sorriu: "Eu sou muito malvada mesmo." – Dizendo isso, saiu correndo por entre as árvores como uma criança. Eduardo foi atrás; os dois pareciam crianças brincando de pega-pega. Ele corria sem deixar de prestar atenção nos cabelos dela que haviam se soltado e agora balançavam livremente ao vento. Yasmin olhava para trás sorrindo e nesse momento esqueciam-se do mundo e de todos.
Entraram em uma pequena cabana esquecida, bem no meio da floresta, e ali, ela não tinha para onde fugir de Eduardo. Quando ele a alcançou, a tomou em seus braços num forte abraço. Yasmin ainda não havia sentido toda aquela sensação, nunca havia amado um homem, por isso sentia que o amor que tinha por Eduardo era tão forte, tão avassalador. Nesse momento, Eduardo não se lembrava de seu passado e não pensava em seu futuro, a não ser naquele momento, no sorriso de sua amada. Seus corações batiam fortemente e acelerados, e mesmo assim, mantinham-se no mesmo ritmo, a única coisa que podiam era se entregar ao que estavam sentindo.
Eduardo a beijo no pescoço e deslizou seus lábios até o ombro dela que estava desnudo, Yasmin sentia que ao toque dos lábios de seu amado, havia um rastro de fogo. Ela deslizava os seus dedos pelo corpo de Eduardo, e sentia a pele arrepiar-se, isso a deixava extasiada. E então, vulneráveis um ao outro, abandonaram suas roupas, sentindo como seus corpos se encaixavam perfeitamente, como se fossem criados para aquela magia. A cada beijo, suas línguas se entrelaçavam em ritmos ora ansiosos ora suaves, sempre com muito desejo e vontade. Cada beijo, cada toque, seus corpos tremiam de tanto prazer, ambos sentiam o poder do fogo tomar conta de seus corpos. Ao ouvir os suspiros e gemidos de sua amada, Eduardo sentia-se mais excitado, e então devorava com vontade aquele lindo pedaço de pecado.
Na manhã seguinte Eduardo acordou primeiro, e ficou olhando, observando Yasmin dormir. Ela dormia tão tranquilamente. Enfim, ele aproximou-se a beijando calmamente ate que ela despertou se espreguiçando, tão bela e tranqüila. "Bom dia! – ele disse - Acho que dormimos demais. - ele a abraçou - E você ainda não me contou sobre o seu convite."
sábado, 8 de maio de 2010
O Beijo

Ela estava decidida quando se dirigia ao campo de treino, uma arena onde os jovens guerreiros treinavam. Sabia que seu comportamento não condizia com as atitudes das mulheres de sua época, mas ela não era uma mulher comum, concluiu consigo mesma. Então, ao passar pelos portões da arena, sabia exatamente o que faria. Ela o avistou, ele estava de joelhos na terra, sem camisa, ainda suando e ofegante por causa dos exercícios físicos, os músculos contraídos. A boca dela secou, suas mãos transpiravam geladas, as apertou junto ao corpo, e continuou firme até se aproximar dele.
“Você treina demais, mago guerreiro.” – ele sorriu, limpando o suor com o antebraço. “Eduardo, tenho um convite para lhe fazer, você aceita? Diz que sim." – e ele respondeu: “Claro que sim, Yas, o que você deseja?” Então ela se aproximou dele e meio sem jeito, o beijou nos lábios. A princípio, Eduardo se assustou porque não esperava por isso, mas tratou logo de trazê-la para mais perto de seu corpo, e então, o beijo se intensificou. Suas línguas se procuravam num ritmo frenético, a respiração de ambos estava ofegante, Eduardo a apertava de modo que se alguém os viesse, pareceria uma só pessoa. Yasmin sentia seu corpo em brasas e a sensação era maravilhosa, estavam tão juntos que ela sentia o coração dele pular querendo sair de dentro do peito. Apenas se separaram quando ouviram passos se aproximando.
“Vejam só o que temos aqui!” – era Bento, em um tom irônico, caminhando lentamente com os braços para trás. “Um casalzinho de magos. Que bonito, tão romântico! Mas não acham que este não seria o lugar apropriado para ficarem de corte?” A feição de Eduardo mudou. “Se é ou não apropriado, isso não é problema seu, Bento.” Yasmin o tocou no braço a fim de acalmá-lo. “Claro... de fato. Mas por favor, poupem-me de certas ceninhas da próxima vez, ok?” – e antes de se virar, jogou um longo olhar para Yasmin, e Eduardo se conteve porque ela o segurou e ficou observando até que ele sumisse de vista, então se voltou para ela, segurando o seu rosto entre as mãos, disse: “Perdoe a grosseria desse brutal, e não se sinta envergonhada. – disse ao perceber que ela enrubescia – Você é perfeita e corajosa, fez o que eu deveria ter feito desde a primeira vez que a vi.” Yasmin fechou os olhos e ele a beijou novamente, desta vez, um beijo sereno e cheio de carinho.
Saíram da arena direto para a casa, de mãos dadas, com a sensação de que não existia mais nada neste mundo além do amor dos dois. Mas à espreita, Bento os observava, com sua boca salivando de maldade, prometendo a si mesmo que não deixaria essa felicidade durar, faria de tudo para acabar com aquele romance. “Esse Eduardo se acha o melhor de todos, conquistando a confiança de Fabian, me envergonhando diante dos demais, até Diana fala bem dele. Mas isso logo vai acabar, assim que eu conseguir tirar sua pequena Yasmin, ele ficará vulnerável e aí sim, eu o destruirei.” Os olhos de Bento se estreitaram, até os demônios fugiriam dele naquele momento.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Treinamento

No dia seguinte, Eduardo foi chamado pelo capitão da guarda - Fabian, para observar o treinamento da escola de guerra dos magos. Chegando, manteve-se nos cantos observando os jovens treinarem. Haviam diversos tipos de treinamentos físicos e mentais. Garotos magrelos que abriam árvores ao meio com um simples balançar de mãos, Eduardo estava muito atento a tudo aquilo, sentiu-se um pouco fraco diante daqueles pequenos magos, pois tudo o que havia aprendido era alimentar suas armas com sua energia. Já havia amedrontado muitos inimigos com seu martelo soltando raios ou sua lança cuspindo bolas de fogo, mas diante daqueles pequenos aprendizes seus poderes eram truques de criança. Foi tirado de seus pensamentos por uma voz: "Olá, Eduardo! É bom tê-lo por aqui. Ouvi dizer que você não teve muito tempo para treinar seus poderes elementares." Eduardo se aborrecia, porque todas as pessoas pareciam lhe conhecer e ele estava nessa terra há tão pouco tempo. - " É verdade, tive que sair da minha vila. O meu treinamento foram minhas batalhas." - o estranho continuou: "Isso valoriza ainda mais o aprendizado. Sou Bento, um humilde guerreiro. Que tal um treinamento, combate homem a homem? Vamos ver como você se sai." Eduardo aceitou o convite, nunca negou um treinamento ou uma batalha. Ele tentava atingir o seu oponente, mas Bento sempre se esquivava e o atingia pelas costas, derrubando-o no chão. Isso se repetiu por várias vezes, Eduardo ficava surpreso com a facilidade que era vencido. Então, tentou usar toda sua força, uma ultima tentativa contra aquele que parecia invencível; arremessou uma bola de fogo de sua lança e o oponente pulou, lançou outra que Bento segurou com apenas umas das mãos. Eduardo então correu pra cima e jogou sua lança contra ele, mas Bento se abaixou esquivando-se e sorrindo, porém, quando voltou, havia perdido Eduardo de vista, que chegava agora por cima soltando um forte golpe com seu martelo. Bento tentou se defender com a bola de fogo que ainda segurava em suas mãos, contudo, o golpe fora tão forte que fez com que a bola explodisse, arremessando os dois para longe. Quando a fumaça se dissipou, Eduardo estava em pé, ofegante com seu martelo soltando raios e Bento estava no chão. Todos os magos olharam surpresos, pois Bento jamais tinha caindo em combate. Ele levantou-se e Eduardo pode ver a ira em seus olhos, pareciam pegar fogo. Eduardo podia ler claramente naqueles olhos: "eu quero matar você!", mas nesse momento Fabian interveio, colocando a mão no ombro de Bento e dizendo: "Muito bem garotos, vamos guardar nossas forças para o inimigo lá fora. Parabéns Eduardo, com um pouco mais de treino você será um guerreiro valoroso para nossa escola." - E assim, Eduardo passou a treinar todos os dias, e aprendeu usar melhor seus poderes. Fabian era um ótimo professor, sabia retirar o poder escondido de cada aluno, e quando seus alunos achavam que não podiam mais, ele mostrava que ainda tinha um pouco mais a dar. Ele surpreendia-se, todavia com Eduardo, que nunca reclamou ou disse que não podia mais, ele ia ate o limite de seu corpo, muitas vezes caindo exausto, mas ainda tentando. Por outro lado, Bento olhava para Eduardo com desprezo e inveja, existia algo sombrio em seus olhos.
Eduardo tinha costume de prolongar seus treinos, mesmo quando todos já haviam partido, continuava treinando, muitas vezes dormiu no campo de treino. Ás vezes, Fabian continuava com Eduardo, ele era um senhor castigado pelo tempo e guerras, possuía a voz arrastada, difícil de entender, mas dava a Eduardo muitas lições de combate e magia, ensinando-o como usar perfeitamente suas magias combinadas com seu ataque físico.
Certa noite, Yasmin entrou no campo e lá estava Eduardo de joelhos no chão, espalmando a terra com as mãos, de seu rosto pingava suor. Eduardo sentiu o perfume de Yasmin que lhe fazia vibrar, perfume que ele jamais se esqueceu desde a primeira vez que o se sentiu. Colocou-se de pé olhando para linda garota que vinha em sua direção, dizendo: "Você treina demais, mago guerreiro." - sorriu um sorriso tão gostoso que ele faria qualquer coisa que aquela boca lhe pedisse. "Eduardo, tenho um convite para lhe fazer, você aceita? Diz que sim."
Eduardo tinha costume de prolongar seus treinos, mesmo quando todos já haviam partido, continuava treinando, muitas vezes dormiu no campo de treino. Ás vezes, Fabian continuava com Eduardo, ele era um senhor castigado pelo tempo e guerras, possuía a voz arrastada, difícil de entender, mas dava a Eduardo muitas lições de combate e magia, ensinando-o como usar perfeitamente suas magias combinadas com seu ataque físico.
Certa noite, Yasmin entrou no campo e lá estava Eduardo de joelhos no chão, espalmando a terra com as mãos, de seu rosto pingava suor. Eduardo sentiu o perfume de Yasmin que lhe fazia vibrar, perfume que ele jamais se esqueceu desde a primeira vez que o se sentiu. Colocou-se de pé olhando para linda garota que vinha em sua direção, dizendo: "Você treina demais, mago guerreiro." - sorriu um sorriso tão gostoso que ele faria qualquer coisa que aquela boca lhe pedisse. "Eduardo, tenho um convite para lhe fazer, você aceita? Diz que sim."
O Funeral

Yasmin puxou Eduardo, ele, porém sentiu-se um pouco frustrado com sua tentativa de conquista, mas resolveu que o tempo seria o seu melhor aliado, levantou-se e a seguiu.
Atravessaram a ponte que termina em frente a casa, Diana estava se despedindo do velho mago. O olhar dela escondia algo e quando Eduardo perguntou do que se tratava, ela apenas balançou a cabeça e disse: “Tudo há seu tempo, jovem Eduardo, mas agradeço sua preocupação. Além do mais, creio que temos uma cerimônia para preparar, certo Yasmin? Estou sabendo que vocês trouxeram o corpo da sua avó, então daremos a ela um funeral digno do nosso povo. Fique tranqüila, minha querida." – e se retirou sem mais palavras. Eduardo se manteve no hall de entrada observando que o velho não estava mais sozinho, vários magos montados em seus cavalos iam se juntando a ele enquanto caminhava, um deles Eduardo conhecia era Nazari e pensou: "Se um mago com o poder de Nazari o esta acompanhando é porque algo importante está acontecendo." O velho ergueu seu cajado e um cavalo branco de patas largas veio em sua direção, Eduardo ficou olhando até que os cavalheiros sumiram de vista. O que estava se passando, Eduardo sentia-se incomodado, afinal ele tinha certeza que algo importante acontecia e ele nada sabia. Ele entrou na capela, tentaria insistir com Diana, mas observou que Yasmin não tinha aquele lindo sorriso em seu rosto.
Os olhos de Yasmin encheram-se de lagrimas; como pode esquecer-se assim de sua amada avó? Que sentimentos eram esses que ela não conhecia? Eduardo observando a agitação na garota aproximou-se, colocando uma das mãos em seu ombro e a tranqüilizou: “Yasmin, dará tudo certo, Diana cuidará de tudo e eu estou aqui, pronto para ajudá-la, no que precisar.” – Ela sorriu em agradecimento e entrou para seus aposentos.
Eduardo ficou a olhando se afastar e não podendo fazer nada naquele instante, procurou, por sua vez, conhecer quais atividades os moradores exerciam durante o dia, e aproveitando para tentar saber o que aquele mago estava fazendo por lá, qual o motivo de levar outros magos tão valorosos com ele? Todavia, só soube que o velho era de grande prestigio, respeitado e temido por todos, chamava-se Meriatan e junto de mais três eram os magos mais poderosos existentes na face da Terra. Então, tentou ser prestativo em tudo o que encontrou pela frente, ajudou a cortar lenha, acender lareiras e fornos, saiu com alguns caçadores e no final do dia estava exausto, mas satisfeito, pois já havia se familiarizado com outros magos. Mas, durante todo o dia, em sua cabeça só havia duas coisas: Yasmin e o velho viajante.
Após seu banho e jantar, Eduardo reuniu-se com alguns magos na biblioteca. Lá ficou sabendo sobre a escola para formação de guerreiros e ficou interessadíssimo em ingressar, contudo, toda vez que a porta era aberta, seus olhos corriam em busca de uma pessoa em particular, mas essa nunca aparecia.
Enquanto isso, em seu quarto, Yasmin estava absorta nos próprios pensamentos, lembrando de sua avó e das maravilhas que ela contava, e seu coração ficava apertado pois sabia que nunca mais a veria, não poderia contar sobre o novo sentimento, esse que lhe consumia a alma e que muitas vezes a fazia esquecer de tudo, não podia lhe contar sobre Eduardo, o jovem que a salvara e que lhe despertava tantas sensações diferentes. Pensava tanto que havia se esquecido da hora do jantar, mas seus pensamentos foram interrompidos por leves batidas em sua porta. Era Diana. – “Boa noite, Yasmin! Está tudo bem com você, querida?” – Yasmin concordou com a cabeça, ela continuou – “Não quer comer nada? Ainda temos alguns retardatários no salão de jantar e eu posso lhe fazer companhia enquanto come. O que acha?” Diana fez um sinal e Yasmin a seguiu ao salão. “Me perdoe Mestra. Esqueci-me das horas e não sei bem como viver entre outras pessoas. Desde que me conheço por gente só havia eu e minha avó.” Diana a olhou com carinho e respondeu: “Não precisa se desculpar, criança, com o tempo você irá se encontrar e verá que nasceu para isso aqui. – ela sorriu – E temo que exista alguém que está muito preocupado com sua ausência.” Yasmin seguiu o olhar de Diana e encontrou aqueles olhos azuis que tanto a encantava, Eduardo deu-lhe um largo sorriso.
Durante o jantar de Yasmin, conversaram sobre coisas alegres e depois, Eduardo e Diana discutiam os últimos detalhes para o funeral. “Temos um cemitério no alto da colina, um belíssimo lugar para nossos valorosos guerreiros, o lugar perfeito para nossa irmã. - Diana falava com entusiasmo – Eu mesma me encarreguei de tudo. Amanhã pela manhã, realizaremos o ritual de passagem.”
Na manhã seguinte, todos estavam com vestes formais, tomavam o café silenciosamente, e Diana os chamou para seguirem o cortejo. Em frente à casa havia uma carruagem simples, na cor azul clara e em cima dela, um caixão com o corpo da velha feiticeira. Ele fora feito com madeira nobre e os detalhes pintados em tons de branco e dourado, estava todo revestido de flores silvestres e sob o corpo da feiticeira, um delicado véu bordado. Assim que todos haviam se reunido, o cortejo saiu. Era bem cedo ainda, a brisa era suave, as aves mantinham seu canto baixo, havia borboletas ao redor do caixão, algumas mulheres jogavam flores por onde a carruagem passava e Diana cantava uma espécie de mantra, tão branda e profunda, impossível não se emocionar, Yasmin não conseguia conter as lágrimas, e Eduardo não saiu do seu lado, por muitas vezes pensou em algo confortante, mas se mantinha em silencio como um guardião apaixonado e silencioso.
Ao subir a colina, viam-se as águas cristalinas com tons esverdeados, banhadas pelo sol lá embaixo. O cortejo parou em frente ao pequeno cemitério, e realmente, o lugar era perfeito, pensou Yasmin. Quatro homens, incluindo Eduardo, retiraram o caixão da carruagem e o dispuseram em cima de uma mesa que estava posta em frente a uma cova já preparada. As pessoas fizeram uma meia lua, enquanto Diana continuava seu mantra e realizava a cerimônia. Yasmin estava encantada com aquelas pessoas que tinham o coração tão bondoso e a acolhera tão bem, ficou ali ouvindo aquelas palavras tão bonitas, sentindo o sol morno acariciar-lhe o rosto, secando suas lagrimas, mal percebeu sua cintura sendo enlaçada pelos braços de Eduardo e seu coração se aqueceu. No final, quando a terra já cobria o caixão, as pessoas já haviam deixado o lugar, ele sussurrou em seu ouvido: “Agora começa uma nova etapa em sua vida e eu estarei ao seu lado... sempre.” Ela não conseguia desviar o olhar daqueles olhos hipnotizantes, sorriu concordando: “Sim, eu sei.”
Nesse momento, o tempo fechou, nuvens carregadas pintavam o céu de cinza e uma leve chuva começou a cair em Haunted Hill. Seria um presságio de que algo estaria por acontecer?
terça-feira, 4 de maio de 2010
O dia seguinte

Eduardo acordou lentamente, com os raios de sol tocando o seu rosto, não se lembrava de ter dormindo assim tão bem um dia. Ao lado da cama, numa poltrona, encontrou roupas limpas. Tomou um banho e vestiu-se rapidamente, agradecendo aos céus pela boa acolhida. Saiu de seu quarto e encontrou a senhora de cabelos vermelhos sentada apoiada em seu cajado. "Bom dia irmão Eduardo! Vamos, o café está sendo servido." - ela o olhava com a expressão de uma criança que admira o que esta vendo, ele se sentiu um pouco desconfortado.Desceram as escadas e foram até o salão da noite anterior. O lugar já tinha algumas poucas pessoas e por onde passavam, ele ouvia os sussurros. A senhora o levou até uma mesa e ali se serviram, enquanto tomava o seu café, a mulher falava: “Desculpe-me por não me apresentar ontem, preferi que assim fosse, para que vocês pudessem relaxar e descansar da jornada. Meu nome é Diana, sou a mais antiga e experiente maga dessa região.” Eduardo admirou-se, pois a mulher parecia tão jovem, mas manteve-se em silêncio, principalmente por estar de boca cheia. A mulher não parava de falar, contava sobre a vila, as maravilhosas festas, os eventos que aconteciam, e Eduardo escutava calmamente enquanto apreciava aquelas deliciosas rosquinhas cobertas de açúcar.
"Bom dia, querida Yasmin!” - disse Diana. Eduardo voltou-se para trás, para onde Diana se dirigia e quase cuspiu o que tinha na boca ao ver aquela jovem tão linda. Ele se lembrava de como a garota lhe pareceu bela à primeira vez que a vira, com o rosto sujo e a roupa castigada, mas naquele momento, ela estava surpreendente, tinha tanta beleza que até um anjo a invejaria.
Yasmin sentiu o rosto corar quando percebeu os olhares sobre ela, mas foi o olhar de Eduardo que a fez queimar por dentro. Foi convidada a sentar-se e tomar café ali com eles. A conversa continuou por alguns momentos quando de repente, a porta se abriu, e um senhor alto de roupa surrada e longa barba branca entrou já pedindo uma conversa com Diana. Rapidamente ela se levantou e os dois subiram as escadas ignorando a presença dos demais. Eduardo achou ótimo, pois queria uns minutos a sós com aquela linda garota que estava sentada ao seu lado. Ela apreciava seu café em silêncio, quase não erguia os olhos para encará-lo. Eduardo era de poucas palavras, mas pensava que aquele seria o momento exato para que elas surgissem, porém, nenhuma palavra aparecia, ele somente conseguia contemplar a beleza daquela garota. Foi neste instante que ela o olhou e sorriu. "Obrigada por ontem. Se não fosse por vocês... – ela se deteve um instante e continuou - acho que não tinha mais forças para lutar." Eduardo a olhou fixamente e disse: "Eu tive minha família, meus amigos, todos exterminados por feras e não exito em momento algum, se tiver a chance de acabar com um deles, eu irei até o fim. - Ele mordeu os lábios e pensou – “Ótimo! Falou muito bem, seu tapado! Agora é hora de falar sobre isso!?” – Mas Yasmin falou e em seu tom de voz havia dor e tristeza: - "Eu tambem quero acabar com esse seres que destroem a vida." Então, Eduardo resolve mudar de assunto, vendo que ela terminava seu café. “Vamos tentar esquecer um pouco dessas coisas ruins. Que tal darmos uma volta e conhecermos essa cidade?” Yasmin achou excelente a idéia e quase deu um pulo da cadeira em resposta ao convite.
Saíram pela vila, um lugar de casas pequenas e acolhedoras, alguns armazéns, riachos límpidos e árvores majestosas. Nas ruas encontravam pessoas com suas tendas vendendo diversos artigos, frutas e verduras, as crianças brincavam ziguezagueando por entre os aldeões, as galinhas corriam livremente, assim como cães sem dono, os pássaros cantavam suas melodias perfeitas. Yasmin era toda surpresa, não tinha visto coisa igual, o que lembrava era apenas de viver sua vida ao lado da velha feiticeira que chamava carinhosamente de avó, porém para Eduardo, aquele lugar não era nada de outro mundo, ele já havia conhecidos outros vilarejos, mas ficava feliz ao ver o olhar de admiração dela a cada novo detalhe que observavam em seu trajeto.
Eles continuaram andando, quando perceberam, estavam diante de um imenso portão de ferro e do outro lado, um lindo jardim, como um tapete verde com lindos canteiros coloridos. Eduardo abriu o portão dando passagem a Yasmin. Ela sentou-se embaixo de um salgueiro e ele sentou ao seu lado, ficaram em silêncio admirando a beleza do lugar, quando Yasmim quebrou o silêncio: “Nunca imaginei que lugares como este existissem. Tão belo... tão encantador.” – Num impulso Eduardo a repreendeu – “Você não costuma olhar-se muito no espelho, não é?" - ela sorriu timidamente, pegou a mão dele e disse: “Vamos, estou preocupada com o que aquele homem tinha a dizer".
Novos Amigos

Desceram as montanhas, passaram por trás de uma imensa cachoeira que terminava em um rio de águas serenas e cristalinas; era possível ver os peixes dançando calmamente por entre as pedras. Enquanto caminhava, Eduardo ouvia os pássaros e ao fechar os olhos podia ver claramente as pessoas de sua antiga vila pescando, as crianças brincado...
Yasmin por sua vez, mesmo ainda abalada, não deixava de admirar-se com a paisagem por onde passavam e ficava imaginando como seria tudo diferente, viver em uma comunidade, isso era novo para ela.
Ao entardecer, chegaram a uma velha casa de madeira que por seu estilo lembrava uma capela, mas não tinha cores claras como uma capela geralmente teria, e ao por do sol, parecia até sombria. Porém, a casa era tão bem cuidada, tão bem pintada que parecia ter brilho próprio. Eduardo olhou sem acreditar, bem em frente à porta havia uma vassoura a bailar de um lado para o outro, limpando, cuidando, ligeira, ela não deixava nem uma folha sequer ficar na varanda daquela casa. Ele olhou para Yasmin e os olhos dela brilhavam de surpresa e interesse.
A porta se abriu e uma senhora de longo cabelo ruivo com vestido que mal passava pelos umbrais fez um gesto e a vassoura parou a sua frenética limpeza. A mulher saudou os viajantes e pediu que entrassem. Ela os conduziu a um enorme salão, onde havia várias mesas e cadeiras. Os magos fizeram grande reverência àquela senhora, dirigindo-se ela como Mestra e tratavam-se como irmãos: "Mestra, - disse o mago chamado Nazari, o mais experiente da caravana e provavelmente o mais poderoso - esses querem se unir a nós. Essa é Yasmim, ela teve uma pessoa muito querida atacada por lycans e a encontramos nessa batalha. E Eduardo que estava fugindo dos sanguessugas quando o encontramos. Ele nos contou de sua antiga vila, e pelo que percebi, trata-se dos nossos irmãos que há tempos resolveram viver escondidos."
A velha senhora se aproximou dos dois, colocou a mão no peito de cada um e sorriu dizendo: "É um prazer tê-los aqui. Vejo em vocês pessoas boas que sofreram e que ainda irão ter muitas revelações. - virou-se - Mas cuidado, vejo em vocês a vontade de vingança. – ela sacudiu a cabeça como que quisesse esquecer o que vira - Venham, descansem, nada melhor que um bom vinho, - duas canecas surgiram em suas mãos e foram oferecidas aos viajantes - ótima comida - sob as mesas surgiram pratos de comida fartas e tentadoras - e uma noite de descanso para curar algumas feridas."
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Início - Yasmin Audebarn

Nascida em um pequeno vilarejo chamado Melbore, sua família descendia de um clã de magos. Porém, a tradição era passada sigilosamente, pois os aldeões tendiam a caçar e matar tudo o que lhes era diferente. Mesmo assim, seus pais costumavam ajudar um ou outro que os procurava para obter auxílio.
Ainda bebê, sua casa foi invadida e seus pais foram levados para uma grande pira de fogo no centro da praça e mortos. Apenas sua vida foi poupada, pois uma senhora a enrolou em lençóis e fugiu para a floresta.
O tempo foi passando e ela cresceu, juntamente com seus poderes. A senhora que a adotou era uma feiticeira, assim como seus pais, e a ensinou a controlar os elementos, seus poderes e a respeitar os seres humanos, mesmos aqueles que por ignorância, os odiava e os temia. Ela tornou-se uma maga elemental, controlando com excelência o elemento AR.
Certa vez, ao retornar para casa depois de uma caçada, encontrou a velha senhora sendo atacada por um enorme lobo. A feiticeira estava morta e o lobo, ao perceber sua presença, virou-se com a bocarra arreganhada e cheia de sangue, como num sorriso medonho. Ela percebeu que aquele não era um lobo comum, era enorme e quando se virou, levantou-se em duas patas - era um lycan (lobisomem). Ela sabia da existência de tal criatura. O lycan soltou um uivo e aquele som fez com que seus cabelos ficassem em pé, ele se preparou para o ataque. Lembrando-se dos encantamentos, conjurou as forças do AR e um forte vento veio e jogou o lycan contra uma árvore, fazendo-a partir-se ao meio. Ele tentou se colocar em pé, mas cada vez que tentava era abatido com maior intensidade por fortes rajadas de vento, pedra e troncos, ficou inconsciente. Com cautela, ela aproximou-se até o lugar onde ele estava e o encontrou ainda respirando. Mais uma vez, lembrou-se dos contos da velha e assim, cravou uma faca de prata no coração da fera, acompanhando com espanto a transformação do enorme lobo em um corpo mirrado de homem. Foi neste momento que ela percebeu que não estava sozinha, por entre as árvores, vultos apareciam e eles cresciam enquanto se aproximavam, seus rosnados ficavam mais altos, ela estava cercada por mais feras, eles a observavam e queriam o seu sangue. Yasmin sabia que a matilha preparava um ataque, ela não conseguiria dar conta deles sozinha.
O primeiro lycan pulou e foi acertado por um tronco, porém mais lycans vinham contra ela, estava tudo perdido. Mas num repente, homens começaram a surgir na floresta, eles conjuravam os poderes da natureza, assim como ela, eles também eram magos, ela não estava mais sozinha. Um dos homens a salvou no momento em que estava surpresa com a presença deles. Os lycans percebendo que estavam em desvantagem, fugiram. Mas, os gritos de morte da matilha continuavam mais a frente.
Um dos homens falou, ele possuia a aparência de mais sábio entre o grupo, orientando-os a partir, pois novas criaturas estavam naquela floresta, e o momento não era propício para nova batalha.
Yasmin chorava sem saber o que fazer, mas o homem que a salvara lhe convidou para juntar-se a caravana, eles estavam indo a Haunted Hill, como ficou sabendo mais tarde, e ele percebendo sua aflição, ofereceu-se para ajudá-la a levar o corpo da velha senhora e dar-lhe um enterro digno. Aquele homem tinha os olhos azuis mais lindos que ela jamais vira e assim, ela aceitou o convite e em Haunted Hill, encontrou sua nova família e amarrou seu destino ao homem Eduardo, o mago que lhe arrebatou o coração.
O inicio - Eduardo Digfoot

Eduardo vivia com seu povo que resolveu morar em meio aos gigantescos carvalhos, escondendo seus segredos dos olhares ambiciosos e preconceituosos, daqueles que tem medo do desconhecido. Nessa região, abundavam os pequenos riachos e corredeiras que lhes davam água, peixes, animais e frutas silvestres. Quando o seu povo adentrava pela floresta em busca de caça, as crianças ficavam sob os cuidados dos anciões, que já não saíam mais em busca de alimentos como faziam no passado e, nesta saudável convivência com os avôs, elas tinham as primeiras lições de respeito à sabedoria dos antigos. Então, aproveitando esse momento, bestas atacaram o seu povo. Os poucos que sobraram, juraram caçar cada besta existente na face da terra. Foram lutas cruéis, inúmeras batalhas, e a cada batalha sua raça que era eliminada. As bestas eram muitas e Eduardo acabou sendo o ultimo sobrevivente de seu povo. Sozinho vagou por entre as terras, e se infiltrou no recinto do inimigo, conheceu suas táticas, eliminou alguns, mas foi descoberto. Na fuga conheceu viajantes que tinham os mesmos ideais, lhe contaram sobre uma cidade que o fez sonhar em como seria se sentir em casa, viver novamente em meio aos gigantescos carvalhos e ainda continuar a caçada.
Durante a viagem até o seu novo lar, encontraram uma garota sendo atacada por lycans. Ela parecia frágil, mas dominava os poderes da natureza e acertava as feras com agilidade e destreza, era fatal e rápida, todavia, os inimigos eram muitos e procuravam acertá-la pelas costas. Os viajantes entraram na batalha, mas Eduardo ainda estava perdido com a beleza que via, só entrou na luta quando viu uma fera saltar nas costas da garota. Eduardo rapidamente tirou seu punhal e acertou entre os olhos da fera, pegou sua lança e foi ao ataque saltando entre os monstros, acertando-os em seus pontos vitais, mas isso só as atordoava e os magos usavam seus poderes para acabar de vez com eles. A cada besta que caía a garota deixava escapar um brilho nos olhos, entre golpes e magias só restou aos lycans partir em retirada, fugindo para dentro da floresta. Em uma grande velocidade, vultos negros passaram pelo grupo entrando pela floresta e mais uma vez ouviu-se sons da morte de lycans porém, Eduardo sabia que tipo de feras acabara de passar por eles.
O mago mais velho da caravana, que era magro, careca e de barba branca disse para sairem dali, que logo que os lycans fossem derrotados os sanguessugas iriam voltar e não era hora de mais batalha. O velho vendo a vontade de Eduardo de ir atrás das bestas continuou: "Vamos Eduardo, a aventura está apenas começando. Você ainda terá mais batalhas, mas não hoje". O velho, à primeira vista, não apresentava nenhum perigo, mas na batalha mostrou-se poderoso. Eduardo viu que a garota olhava tristemente para o corpo de uma senhora, então se aproximou e propôs levá-la para um enterro com todas as honras que merecia.
Chegaram a Haunted Hill, uma pequena cidade em meio as trevas, um local feito de regras que tentavam manter a frágil paz entre as raças existentes, mas Eduardo sabia que era apenas fachada, fora da cidade as bestas devoravam e caçadores se escondiam entre as árvores. Ele uniu-se aos magos de Haunted Hill, descobriu que a garota era Yasmin, conheceu toda a sua história e aprendeu a amá-la, mesmo tendo medo desse sentimento, pois já havia perdido muitos dos seus. Com o passar do tempo e depois de algumas guerras, Eduardo se mostrou um grande guerreiro, conquistando a confiança e assim recebeu a honra de se juntar a escola militar dos magos, mesmo não fazendo o tradicional treinamento que todos os jovens se submetem, por conta disso era vítima de um certo preconceito, mas que diminuia a cada dia, quando Eduardo provava sua lealdade e valor.
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