
“E então, o que você deseja?” – ele tirou uma mecha de cabelo solta no rosto dela. Yasmin se espreguiçou, o envolveu pelo pescoço e lhe deu um beijo. "Hummm... na verdade eu já consegui o que queria." - ela sorriu e ele a abraçou. "Então façamos o seguinte, vamos voltar para casa, tomar um banho, café e depois veremos as novidades, o que acha?" - ele perguntou beijando sua testa. "Tudo bem. Já que você mencionou, me deu até uma fominha. - ela sorriu - Mas ainda preferiria ficar aqui com você." - eles se beijaram e começaram tudo de novo.
Ao chegarem em casa, encontraram os magos todos reunidos no grande salão, já havia passado o horario do café. Diana estava liderando uma reunião e parecia muito preocupada: “Meu povo, estamos enfrentando tempos difíceis, mas tarde falaremos sobre isso, porém algo mais urgente está acontecendo. Todos sabem que em Causville esta havendo algo estranho, um surto de crianças desaparecidas, certo? Porém, nos últimos dias a coisa está piorando e os pais, assustados, estão culpando a nós. Não podemos ficar alheios a este acontecimento, precisamos nos envolver na busca e tentarmos desvendar esse mistério. Por favor, meu povo, não fiquemos de braços cruzados, isso poderá vir contra nós.”
O discurso continuou por mais algum tempo e houve muitas opiniões. Eduardo estava muito desconfiado, suspeitava da ação de vampiros, mas por que eles estariam levando só as crianças? - ele pensou. Enquanto Yasmin, com seu sentido mais aguçado, achou melhor fazer algumas pesquisas.
"Edu, - disse Yasmin - o que acha de irmos até esta cidade e verificarmos o que esta acontecendo?" É claro que Eduardo concordou na hora. Tomaram o café da manhã, se arrumaram, selaram dois cavalos, pois pretendiam chegar ao vilarejo antes do almoço.
Causville ficava há 30 milhas de distancia, conseguiram chegar no horário pretendido. As pessoas os olhavam desconfiados, muito mais por Eduardo que havia insistido em levar sua lança, certamente por isso ele tinha a sensação de estar sendo vigiado. Ao passarem por entre os moradores, um lugar comum, parecia muito com HH, as pessoas estavam taciturnas, cabisbaixas, o rosto sombrio. Os homens encaravam Eduardo e as mulheres cochichavam ao vê-los passarem, não havia crianças brincando nas ruas, nem animais. Era uma cidade lúgubre.
“Vamos procurar um lugar para descansarmos um pouco e podermos almoçar. Meu estômago já está reclamando.” – Eduardo falou apertando a barriga. Entraram numa pequena taberna, Yasmin achou o lugar perfeito para começar sua investigação. Foram até uma mesa e sentaram, aguardando para serem atendidos. Dois homens no balcão pararam de tomar suas cervejas e ficaram observando os estranhos. “Não sei por que, mas acho que não somos bem vindos.” – observou Eduardo, porém Yasmin mantinha-se calma e deu um leve sorriso ao taberneiro que logo veio até eles. “O que querem aqui? Vão comer alguma coisa?” – ele perguntou secamente. “Sim, meu senhor, poderia nos trazer duas cervejas, pães e sua melhor carne salgada?” – Eduardo foi logo pedindo. O homem fechou a cara e virou-se rapidamente para atender ao pedido.
Quando o taberneiro trouxe o pedido, Yasmin perguntou: “Gentil senhor, poderia me dizer, se além de nós, a cidade teve outros viajantes, pessoas diferentes?” O homem gostou da voz dela, pois abriu um sorriso naquele rosto fechado e respondeu, agora sem o tom seco na voz: “Ah sim, temos observado alguns viajantes sim, eles não entram na cidade, passam longe, devem ter ouvindo os rumores do desaparecimento de certo. A senhorita já ouviu falar não é, de nossas crianças desaparecidas? – ela concordou com a cabeça e ele continuou – Então, coisa triste isso, os pais estão trancando as crianças em casa, mas estamos achando que é tudo culpa daquela vila cheia de bruxos, Haunted Hill. A propósito de onde vocês são?” – Eduardo engoliu o pão a seco e foi logo respondendo: “Somos do norte, meu senhor. Estamos procurando um lugar onde possamos fixar residência.” – o homem olhou para Yasmin e ela sorriu concordando. “Mas não se preocupe, senhorita, vamos pegar esses malditos, ah se vamos!” – o taberneiro deu um murro na mesa próxima.
Após o almoço, resolveram fazer algumas perguntas que não os levaram a nada, e continuaram suas buscas, saíram pela redondeza para conhecimento de campo. Depois de uma longa caminhada, pois deixaram os cavalos na estalagem, encontraram escondida entre a mata, num espaço entre os dois vilarejos, uma outra cabana abandonada.
Eduardo estava preocupado com a hora: "Yas, vamos voltar, amanhã continuamos com a investigação." Quando eles já estavam retornando, perceberam um vulto, alguém estava tentando se esconder, passar despercebido, todo encurvado... o vulto entrou na cabana.

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