Yasmim segurou o braço de Eduardo apontando para a cabana - "Tem alguém lá dentro." - ele debochando disse: "É só o vento, alguma sombra... sei lá." Eduardo mal acabou de fechar a boca, quando ouviram o ranger de uma fechadura. Ele apertou sua lança e deu um passo a frente de Yasmin, colocando-a para trás. - "Eu vou entrar. Deve ter alguém lá dentro." - ele deu uma piscadela. - "Eu te disse." - ela sussurrou.
Foram abaixados, quase engatinhando até a janela. Yasmin verificou com sua percepção: "Se havia alguém aí dentro, não está mais." Eduardo levantou a cabeça e, tentando manter-se escondido, olhou a casa, quando constatou que ninguém podia lhe ver, saltou para dentro dando sinal para Yasmin entrar. Verificaram com cautela o interior da velha cabana, Yasmin olhou melhor a parede e pode ver, com ajuda da luz da lua, estranhos sinais na parede. Os estranhos desenhos estavam por todas as paredes da casa, Eduardo se aproximou de um deles tocando-o com o dedo. - "Parecem feitos com sangue!" - Yasmin recuou e tropeçou em algo que fez abrir uma pequena porta no chão. Havia uma escada velha que sumia na escuridão. Eduardo olhou para Yasmin e desceu cuidadosamente, testando a cada passo a resistência dos degraus, Yasmim o seguiu.
O porão era sombrio, podiam sentir o cheiro de morte que pairava no ar. Eles temiam ascender alguma tocha, a pessoa poderia estar escondida ali. Aos sussurros, eles se comunicavam: "Amor, tem algo muito estranho aqui." - afirmou Yasmin. Neste momento, outro ranger, agora de algum móvel sendo arrastado. Eduardo puxou Yasmin para trás da escada e ali ficaram observando.
Saindo de uma passagem secreta na parede, uma mulher, agora andando ereta, sem se curvar. De onde ela havia saído, o cheiro de sangue era forte, e olhando bem, eles podiam ver o sinal do sangue escorrendo pela boca dela.
Eduardo sabia que ela era uma vampira, mas de repente, a mulher sumiu no ar, deixando apenas o cheiro de morte. "Ela é uma bruxa, Edu!" - assegurou Yasmin. "Vamos dar uma olhada no esconderijo dela." - disse Eduardo a puxando.
Ao entrar no local, os símbolos se repetiam, haviam velas e mesmo assim, o lugar era escuro, no chão um enorme pentagrama e no meio dele, pedaços de carne, humana. Yasmin afundou seu rosto no peito de Eduardo, não queria acreditar no que via. Era realmente uma bruxa.
“Eu sei o que está acontecendo aqui. – ela falou – Essa mulher está raptando e assassinando essas crianças. Ela está fazendo sacrificios para manter sua juventude.” – Eduardo franziu o cenho: “Como você sabe disso, Yas?” Ela continuou: “Minha avó contava que antes de Cristo, haviam pessoas que sacrificavam crianças ao deus Moloch, faziam isso para fertilidade ou coisa assim, mas foi um bruxo chamado Enoluth, alguns séculos depois, que descobriu que o mesmo sacrifício trazia o segredo da juventude. Esse ritual foi sendo passado de geração a geração, porém somente os magos que usavam a magia negra o realizavam. Quando a coisa foi agravando, um clã de magos brancos caçou e aniquilou aqueles que praticavam tal ritual e assim, pensava-se ter acabado com toda essa crueldade. Agora vejo que isso não teve fim.” – Yasmin chorou e Eduardo a abraçou.
“Vamos sair daqui, Edu. – ela disse enxugando as lágrimas - Essa bruxa acabou de oferecer o sacrifício. Além da juventude, ela garante uma força inumana, não poderemos fazer nada contra ela se resolver voltar. Temos que reunir os magos de HH.”
terça-feira, 11 de maio de 2010
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2 comentários:
Adorei os dois últimos posts... medoo!! kkk Adoro!!!
=* Parabéns pela criatividade!
Valeu Daniela... eu e Eduardo agradecemos. :)
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