sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A face do vampiro

Já passava da meia noite e a névoa subia alta e densa, um homem caminha calmamente de volta à sua casa, deveria estar voltando da casa de uma amante ou quem sabe, de alguma festa, mas uma coisa é certa, ele estava feliz, assobiando alegremente, quando avistou aquela linda silueta feminina. Percebia-se o desenho perfeito do corpo de mulher, ele achou que era seu dia de sorte, quando ouviu em sua mente: “Venha, meu amor, quero você!” - ela se virou e deixou o cabelo girar remexendo o nevoeiro. O homem sentia como que uma ordem ecoasse em sua mente: “Venha, me siga, querido. Venha, você não me quer?” - Ele estava enfeitiçado, não pensava em mais nada apenas no desejo de tê-la e a seguiu.
Eles entraram em um beco escuro, ela parou fazendo um gesto para que ele se aproximasse e ele sem hesitar foi em sua direção, pode então olhá-la com nitidez e ficou boquiaberto com a beleza que via; uma linda jovem de cabelos compridos e negros como uma noite sem luar, de pele branca e macia, de olhos misteriosos e charmosos, sua boca tinha um desenho perfeito, a boca mais bela, de um delicioso vermelho e assim, admirando essas qualidades o homem foi para beijá-la. Mas Ana não queria o beijo, ela queria o pescoço do homem e lentamente ela se aproximou como se aceitasse o beijo, porém esquivou-se indo em direção ao pescoço. Ouviu-se um grito, como que alguém acordasse de um pesadelo e depois disso o silêncio voltou a reinar.
O homem estava desacordado quando James rompeu o nevoeiro e, ao vê-lo, Ana soltou o homem e rastejou para um canto do beco, feito um animal amedrontado. James pegou o homem e o sugou olhando para Ana, que sentia, ao mesmo tempo, medo e vontade de tomar-lhe o corpo de suas mãos. Ele continuou a sugar até quase não restar nada, mas deixou algumas gotas para Ana, empurrando o corpo para ela que o aceitou com prazer. James virou-se: "Termine de raspar o que restou e dê um jeito no corpo. Está havendo uma linda festa e eu estou sedento de uma dança!"
Ao chegar ao local da festa, James já chamava a atenção no hall, as mulheres não puderam deixar de notar aquele homem tão lindo, até mesmo os homens o invejavam e especulavam de onde surgira tal pessoa. James podia ouvir os sussurros, os comentários: “Que belo homem... que porte... como é lindo... tão vem vestido.” - Ele se deliciava com isso enquanto escolhia a sua vítima.
James era um homem que aparentava uma grande experiência de vida, mas era belo e forte com um jovem, seus olhos azuis brilhavam intensamente principalmente quando avistou um pequeno grupo de jovens garotas que sorriam num papo agradável e extrovertido e mesmo assim, não tiravam os olhos dele. James rodou pela festa sem tirar sua atenção das garotas até que uma delas veio até ele: "O senhor não gostaria de dançar?" - James sorriu e aceitou sem falar uma única palavra até começarem a dança. "Dizem que jamais se pode negar um convite de uma dama, mas se me chamar de senhor mais uma vez eu serei obrigado a recusar. Pode me chamar de James.” – A moça sorriu, mas foi pelo fato de ter sido chamada de dama, pois há muito tempo ninguém a chamava assim devido a vida que levava, a dama já havia deixado lugar para meretriz há anos.
E assim entre danças e conversas, no pé do ouvido James cativou o grupo, eram quatro garotas que ele acabou enfeitiçando e levando para o seu abrigo, onde iria brincar e sugar-lhes a vida, uma a uma.
Ana já havia feito a tarefa imposta por seu mestre e observava como era fácil para ele. Sentia raiva de como as mulheres eram bobas e caíam tão facilmente aos encantos dele. James vinha de braços dados as duas delas enquanto as outras duas o seguiam, e foi assim que Ana os encontrou; ela sorriu gentilmente e todos foram devidamente apresentados. Agora o grupo rumava para o castelo em busca de mais diversão, cada um ao seu modo.

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