terça-feira, 7 de setembro de 2010

O despertar

A garota acordou assustada: " O que fizeram comigo?! Quem é você?"
James pode ver nos olhos da garota o desespero e o medo: "Calma! Meu nome é James e foi meu antigo mestre quem lhe trouxe para cá e lhe tirou a vida, eu sou aquele que devolveu a sua vida, ou melhor, uma nova vida, pois agora, ambos somos vampiros. Precisei alimentar-lhe com meu sangue para a transformação ser completa.”
A garota parecia não entender o que estava acontecendo ainda, e James se sentia perdido, não sabia como lidar com aquela situação, não sabia o que fazer, foi então que resolveu fazer exatamente a mesma coisa que seu mestre lhe havia feito. Pegou a mão da moça e olhou em seus olhos revelando sua verdadeira face de vampiro. A garota deu um salto para trás, assustada, e como reflexo também deixou escapar a sua verdadeira face. James se aproximou e a segurou pelos ombros: "Agora sou seu mestre, sou seu dono! E você fará tudo o que eu desejar, na hora que eu quiser e em troca, irei lhe ensinar os segredos dessa nova vida, e quem sabe um dia eu lhe conceda a liberdade, porque agora você é a minha escrava, entendeu?”
Ela balançava a cabeça, totalmente hipnotizada: “Sim, sou Ana, sua serva. Farei o que o senhor desejar." - Ela não entendia como aquelas palavras eram tão forte, pareciam entrar em sua mente com um poder estranho e a dominava totalmente. James parecia satisfeito: "Bem, você me parece faminta." – Então ele se retirou e após alguns minutos entrou no quarto arrastando um homem desacordado. James observava cada reação de Ana, ela o olhava com um olhar insano, e então, ele puxou o homem de forma que a cabeça pendia de um lado, deixando à mostra o pescoço, ele a olhou novamente e estava se divertindo com tudo aquilo, e então cravou suas presas naquele pescoço e propositalmente deixou que o sangue escorresse. Ao ver aquilo, Ana sentiu sua boca queimar, o estomago parecia em chamas, era sua fome, uma vontade imensa de devorar, de comer, engolir... seus olhos vidrados no sangue que escorria. James largou o corpo e fez sinal para Ana, ela entendeu perfeitamente e partiu vorazmente para o pescoço do desconhecido, sugando com volúpia e cada chupada sentia-se revigorada, sentia-se forte, mas depois, ainda de joelhos, limpado a boca sentia certo remorso, era uma vida que acabará de devorar.
"A partir de agora você irá se alimentar de sangue. Nossas caças não deverão chamar a atenção de ninguém afinal, não queremos ser perseguidos por ninguém não é mesmo? – ela balançava a cabeça - Então você deve aprender a controlar sua fome e só irá se alimentar quando eu deixar, na hora que eu quiser e somente de quem eu deixar, entendeu?” – James olhou para o horizonte: “Enfim, o dia já esta chegando, e aí vai mais uma regra, não ande por aí durante o dia, o sol é o nosso único inimigo, ele pode nos destruir.” – Ele a conduziu até um lugar onde ela deveria dormir e lhe explicou que ali seria seu refugio durante o dia.
Ao deixar Ana em seu aposento, James ficou relembrando das historias de seu antigo mestre, e apenas uma lhe martelava mais a cabeça: um medalhão criado por um mago que permitia aos vampiros andar por entre as pessoas durante o dia sem que o sol lhe causasse dano algum. “Com certeza meu mestre possuía um medalhão desse, só preciso encontrar onde ele o escondia, e então, não serei apenas o Príncipe da noite mas o mundo irá me temer, pois o que eu desejar, eu terei. – olhou o horizonte de novo, já estava clareando – Bem, a busca ficará para quando o crepúsculo chegar.” E assim, retirou-se para seu esconderijo.

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