quinta-feira, 8 de julho de 2010

Decepção


Yasmin e Tannis galopavam sem parar. A ansiedade dela era grande para encontrar-se com seu amado e ele, deseja a batalha mais que tudo. Suas razões lhes eram suficientes para impulsioná-los adiante.
O sol já estava se pondo quando chegaram à esplanada. Yasmin desceu de seu cavalo à procura de Eduardo. Em sua busca, encontrou Nazari e explicou- lhe sobre Tannis; o que ele era e o que poderia fazer para ajudá-los. A notícia sobre o lobo guerreiro se espalhou pela planície, e logo se podia ouvir os uivos da fera e os gritos de seus oponentes. Os guerreiros redobraram os seus ânimos.
Por onde passava, Yasmin só via morte, corpos mutilados, tanto de homens quanto de demônios. Ela estava com sua espada e adaga nas mãos, e ao encontrar o inimigo, não hesitava, usando de seus poderes e dos golpes de suas armas. E foi assim, entre um corpo que caía e outro que ela o avistou. Eduardo parecia extasiado, ela pensou que ele poderia estar ferido, então correu ao seu encontro.
Ao perceber que algo se aproximava, Eduardo saiu de seu estado de torpor, virou-se para golpear com seu martelo quando percebeu que era Yasmin. Ele jogou a arma e correu para tomá-la em seus braços.
"Ah Yas, eu morri, ou estou sonhando ou você realmente está aqui? Essa guerra não me enlouqueceu, não é mesmo? Você realmente está aqui." – ele dizia enquanto a beijava, e misturado com a chuva, podia sentir o sal das lágrimas da moça.
"Sim, meu amor, eu estou aqui. Você achava mesmo que conseguiria fugir de mim assim tão facilmente?" – ela forçou um sorriso.
Com o coração ainda saltando freneticamente em seu peito, Eduardo lembrou-se que ainda estavam em uma guerra e que vira Meriatan entrar pela fenda da montanha.
"Yasmin, temos que nos apressar, pois Meriatan poder estar correndo grande perigo. Acredito que ele tentará impedir sozinho que Bento ressuscite o rei dos dragões. Vamos!" – ele a puxou e saíram em disparada.
Eles abriam espaço entre os inimigos aniquilando o mais rápido possível. E de longe, Tannis avistou sua amiga juntou de seu amado, porém, não conseguia entender a loucura daqueles dois, se jogando dentro da batalha, ele não aceitaria isso, o louco ali era ele, e então, foi de encontro ao casal guerreiro, passando a ajudá-los.
Eduardo não acreditava naquilo que via, um lycan atacando os inimigos, mas Yasmin gritou dizendo que depois explicaria tudo. Continuaram a abater aqueles demônios; Eduardo esmagando corpos a cada golpe, Yasmin decepando cabeças com sua espada e com seu poder mandava para longe aqueles que se aproximavam demais, enquanto Tannis destruía seus inimigos com suas garras e mordidas. E desta maneira, os três venciam seus inimigos até chegarem à caverna.
Dentro da fenda, Eduardo fez com que uma pequena tocha se acendesse e assim, adentraram a estreita passagem por entre a montanha. Estava tudo tão escuro e silencioso, eles mal respiravam, e de vez em quando Yasmin olhava para trás e só conseguia ver o brilho da luz do olho do lobo. Ao chegarem a um determinado local, ouviram vozes e as reconheceram no ato, era Meriatan e Bento.
"Muito bem, jovem aprendiz! Você fez exatamente o que eu queria e está exatamente onde deveria estar." – Meriatan falava com um tom satisfeito na voz.
"Agora, juntos, governaremos esse mundo. Ninguém poderá nos deter, Mestre. Mas o vejo sozinho, onde está Eduardo? O combinado era que o senhor o trouxesse aqui para que o sangue dele libertasse o dragão e eu tivesse a minha vingança. Onde está o nosso sacrifico?" – perguntou o jovem.
A gargalhada de Meriatan ressoou por toda a montanha.
"Ah meu jovem... tão inocente! – o velho dava volta em torno de uma grande pedra achatada que mais se parecia com uma mesa – Eu poderia dizer que você tem tanto a aprender ainda, mas... Enfim, - ele suspirou - você achava mesmo que eu, Meriatan – o grande, iria me preocupar em encontrar um simples neófito apenas para que você pudesse ter a sua vingançazinha?! Não, meu caro, o sacrifício está aqui, mas não é o SEU mago e sim o meu. E o meu mago é VOCÊ!"
E com apenas um golpe, Meriatan cortou a garganta de Bento, e este, levou suas mãos à garganta, sentindo o líquido quente escorrer por entre seus dedos e tombou na mesa de pedra. Eduardo gritou: "NÃOOOOOOOO!"
A tempestade foi embora dando lugar a lua cheia que brilhava fortemente no topo do céu.

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