terça-feira, 6 de julho de 2010

Medo?

Eduardo se perguntava por que alguém que havia lhe salvo a vida, duas vezes, morre em sua frente, sem que ele pudesse fazer alguma coisa.
Olhou tristemente aquele corpo pequeno e frágil como quem contempla a tristeza. Sentiu-se tonto quando ao virar-se para o lado e deparou-se com tantas cenas de destruição; seres mágicos lutando uns contra os outros, o sangue pintando a terra que já tinha se tornado barro avermelhado de sangue. Do céu caíam corpos, vinham agora sem medo, de ponta para o chão. Eduardo sentia sua cabeça pesada, as batalhas que ele admirava tanto não pareciam mais ter valor algum. Por quê? Por que essa luta pelo poder? Por que alguém é capaz de matar tantos, perder tantos, para ser mais forte, sentir-se mais forte?
A noite já ia caindo e para combinar com as belíssimas cenas de destruição, começou a cair uma tempestade. Os raios abafavam os sons das armas e a chuva tentava levar o sangue embora. Eduardo via agora um rio de sangue, corpos caídos e em seu rosto, uma lágrima solitária morria sem mudar nada...

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