sábado, 3 de julho de 2010

A cidade em chamas


Eduardo e Yasmin tiveram uma noite maravilhosa. Saborearam o melhor vinho da região, cearam o que de melhor aquela terra tinha para oferecer e depois de uma noite de prazer, Yasmin adormeceu nos braços de Eduardo, sendo levemente acariciada.
Pela manhã, acordaram com batidas na porta, era o café que chegava. Ao sair, seus cavalos já estavam prontos para viagem. Foram embora como heróis, passando tranqüilamente pela floresta. Eduardo observava Yasmim, calma e suave, via uma pequena borboleta passar perto do rosto da amazonas como se quisesse observar de perto sua beleza. Observava o sol horas vencer a densa floresta e tocar o rosto calmamente. Yasmin olhava para Eduardo que sorria e segurava sua mão, e assim seguiram viagem de mãos dadas cruzando a floresta, os riachos e as montanhas.
Faltava pouco para chegarem a HH, quando olharam para o céu e notaram estranhamente que os pássaros aos bandos voavam em direção contraria, como se fugissem de alguma coisa. Sentiram que algo ruim estava acontecendo e apertaram o passo até conseguirem ver fumaça vindo de sua vila. Começaram a correr, queriam chegar rápido, acreditavam que sua vila estaria sendo atacada. Conforme se aproximavam, a temperatura se elevava e já se ouvia gritos e o tilintar das espadas.
Quando a floresta acabou, puderam ver claramente a vila em chamas. Pessoas corriam, outras lutavam e algumas caíam ao chão, mortas cremadas pelo sopro dos dragões. Os dragões sobrevoavam a vila destruindo tudo, devorando com suas chamas a vida que existia em Haunted Hill. Eduardo viu Nazari e Diana lutando bravamente com um dragão que mergulhava ferozmente contra eles, então, ele empunhou sua lança e correu, subiu por uma casa desviando dos lugares que queimavam e saltou nas costas do dragão que agora subia de seu mergulho segurando Diana em umas de suas garras.
Eduardo cravou a lança na cabeça do dragão que soltou Diana e voltava de ponta em direção ao chão. Yasmin vendo que Diana morreria naquela queda usou seu poder fazendo assim que ela levitasse e pousasse em segurança. Eduardo em um ato talvez de desespero, saltou do dragão, talvez esperasse a morte quando algo o segurou.- “Olá mago guerreiro! É bom ter anjos para nos proteger, não é?” - Eduardo viu que seu salvador era apenas um adolescente, ou tinha apenas a aparência, era pequeno e magro, seus cabelos eram lisos e loiros, o rapaz estava todo de branco e sandálias douradas, e em suas costas, batia pequenas asas brancas. O jovem anjo soltou Eduardo no chão e voltou para a batalha.
Diana contou a eles o que estava acontecendo: “Bento nos enganou. Ele roubou o livro dos dragões e ressuscitou os quatro dragões celestiais e assim, podendo controlá-los. Temo que ele possa libertar também o rei dos dragões, mas se ele o fizer, o mundo corre grande perigo.” Nazari se juntou a eles e olhando para Diana disse: “Foi por isso que o mestre Meriatan nos procurou. Ele já sabia que algo errado estava acontecendo. E me juntei a ele em busca de respostas às nossas perguntas. Tudo isso nos levou até os anjos que aceitaram nos ajudar e se unir a nós nessa batalha contra os dragões.”
Neste momento, várias pessoas foram se aproximando. Vários guerreiros estavam ali em volta, e juntando-se a eles, vários anjos. Um anjo se aproximou e atrás dele uma grande tropa de anjos que mais pareciam adolescentes vestidos de branco e asas enormes, o anjo disse: “Já nos conhecemos Diana. - sorriu e olhando para os demais, acrescentou - Eu sou Jeliel, líder dos arcanjos, os anjos protetores.” Outro anjo de imensas asas negras, vestido com uma armadura pesada, assim como vários outros que estavam próximos se apresentou: “Eu sou Elimiah, líder dos anjos da morte, e meus seguidores irão emprestar sua força nessa batalha.” – Diana estava maravilhada com aquela imensa junção de forças: “Eu agradeço a cada um de vocês, anjos e magos guerreiros. Vão amigos, a batalha os espera.” - E os anjos sem pensar levantaram vôo.
Nazari jogou seu manto para trás, agarrou-se ao seu cajado e dirigindo-se aos magos disse: “Vamos Arcana de Aris, estamos em guerra!” Nesse momento, enormes grifos desceram do céu e cada mago foi subindo no seu. Um deles parou diante de Eduardo, este, porém não sabia o que fazer, mas aquele animal o olhou como se pudesse ver o que ele pensava. Nazari fez um sinal para que Eduardo subisse no grifo.
Yasmin estava toda suja e suas lagrimas manchavam mais o seu rosto. Eduardo a olhou e ela correu em sua direção, ele lhe deu um forte abraço e se beijaram profundamente. “Volte pra mim, meu amor, eu estarei aqui esperando por você.”E assim, Eduardo subiu em seu grifo que estranhamente fazia o que devia como se lesse a mente dele.
Os magos em seus grifos, juntamente com anjos negros e anjos protetores, voaram em direção a batalha.

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